Caso Clínico VGN

          Paciente VGN, 35anos, portador de:

  • Espondilose lombar com degeneração discal.

  • Retrolistese L5-S1 com redução foramidal parcial bilateral.Protrusões discais L4-L5 e L5- S1 centrais tocando no saco dural sem sinais de compressões radiculares.

  • Sintomas físicos: dor na face e na cabeça, pulsátil, queimação diariamente, dor na nuca, tipo pressão, diariamente, dor nas costas, tipo profunda e difusa, diariamente, dor intensa nos joelhos, tonturas e vertigens, formigamento nos braços e nas pernas, arrepios no couro cabeludo, sensação de cansaço frequente.

  • Sintomas cognitivos: sensação de cansaço frequente, sensação permanente de melancolia, solidão. Aborrece-se com pequenas coisas, fica frequentemente nervoso, magoa-se e irrita-se facilmente, exaspera-se facilmente, alteração de humor. Sente-se desmotivado, diminuição da disposição e esquece facilmente das coisas, distração e diminuição na capacidade de concentração, dificuldade com o sono, demora em dormir e o sono não é reparador.

           Ausência no trabalho há dois anos.

          Fator psicossocial familiar comprometido; chegou à separação.

          Faz uso de Nimesulida 3x/semana há três anos.

          Exame físico

          Métodos práticos para detectar as perturbações proprioceptivas através exame oftalmológico e postural dinâmico e estático.

         Tratamento

          Estímulos proprioceptivos pelo método de Narcisa Pavan, retestes, dispercepção. Reprogramação postural com exercícios ensinados ao paciente e compressa quenteNão fazer sobrecarga por três meses. Retorno em 1 semana\ 15 dias\ 1mes\3 meses\6meses\ 8meses\ 1 ano\2anosAssintomático, com relação à dor lombar, na primeira sessão. Assintomático dos sintomas físicos e cognitivos, com grande alteração comportamental, Tempo e evolução do estado clinico do paciente:

          Gráfico

         Introdução

          A dor lombar é a segunda queixa mais comum em consultas médicas nos Estados Unidos, sendo estimado que até 84% dos adultos apresentarão quadro de lombalgia em algum momento de suas vidas. Felizmente, na grande maioria dos pacientes a dor é leve e transitória, de forma que em 90% dos casos há regressão dos sintomas dentro de seis semanas. A dor lombar crônica, definida como presença de sintomas por período além de três meses, apresenta uma prevalência de 15% a 45%, dependendo da população estudada. A espondilose lombar é uma das afecções degenerativas da coluna vertebral, que apresenta diversas definições. O termo tem sido empregado em diferentes contextos, como sinônimo de artrose, espondilite, artrite hipertrófica e osteoartrite; no entanto, mecanicisticamente, a espondilose é considerada uma resposta hipertrófica dos ossos vertebrais adjacentes à degeneração discal (embora osteófitos formem-se de maneira pouco frequente na ausência de doença discal). Uma definição mais ampla propõe que a espondilose inclua todas as condições degenerativas que afetam os discos, corpos vertebrais e condições degenerativas da coluna lombar, pela concomitância dessas alterações e interação entre os diversos componentes da coluna na geração de síndromes dolorosas. Em uma minoria de pacientes com sintomas intratáveis, há um importante impacto na qualidade de vida, além de considerações do ponto de vista econômico, devido aos custos com o tratamento, faltas ou ausência ao trabalho.

          O espectro de morbidade associada à dor lombar é bastante amplo e, apesar da alta prevalência, a abordagem diagnóstica e terapêutica da dor lombar é variada e inconsistente, resultando em altos custos e grande variação no manejo e resultados obtidos. Em parte, isso se deve à dificuldade em se estabelecer a causa da dor, na maioria dos casos. Costuma-se dizer que a dor lombar é "uma doença em busca de outra". De fato, uma vez que distúrbios graves como câncer e fraturas foram excluídos, ainda permanecem diversos diagnósticos diferenciais, incluindo os distúrbios degenerativos.Sistema proprioceptivoTemos cinco sentidos clássicos conhecidos (Visão, Olfato, Paladar, Audição e Tato), que basicamente informam nosso cérebro sobre a realidade exterior. Existe também um outro sentido, que informa ao cérebro sobre o que se passa no nosso corpo. A parte lenta deste sentido encontra-se integrada a nível global no nosso organismo e forma o SISTEMA PROPRIOCEPTIVO.As deficiências posturais, essencialmente uma desregulação do sistema proprioceptivo produzida por erros posturais sistemáticos, levando o cérebro a interpreta-los como normais, organizam-se em função deles, instalando um programa cerebral incorreto, que bloqueia os circuitos neurológicos e produz ações erradas a nível dos diversos mecanismos efetores do nosso organismo.As localizações dos sintomas são múltiplas e, apesar desta multiplicidade, respondem todas ao mesmo tipo de tratamento.TratamentoComo dificilmente se consegue estabelecer a causa específica da dor lombar crônica, existe pouco consenso em relação ao tratamento definitivo.Através de seu método, Narcisa Pavan protocolou para esse paciente um plano de tratamento envolvendo o sistema proprioceptivo com reprogramação postural durante dois anos.Todo esse processo implica em um conhecimento profundo do modo do funcionamento do sistema proprioceptivo e o domínio das técnicas de diagnóstico e de apreciação da resposta terapêutica.

 

         Referências Bibliográficas

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