Sistema Motor

           Inversamente à função sensorial, que transforma sinais físicos e químicos captados interna e externamente ao organismo em sinais neurais, o sistema motor é o destino final desses sinais, na forma de comandos neurais destinados a determinar a força contrátil dos músculos na realização dos movimentos.

         Dessa forma, o sistema sensorial proporciona uma representação neural do mundo exterior e do estado interno do organismo e o sistema motor processa um intuito neural (voluntário ou involuntário) na forma de movimento, um comportamento que resulta nas várias posturas e combinações de movimentos corporais.

 

        Enquanto a capacidade perceptual, que é a combinação das informações sensoriais com as habilidades neurais, reside em detectar, analisar e estimar o significado dos estímulos ambientais, o desempenho motor reflete a capacidade que o sistema motor tem de planejar, coordenar e executar os movimentos. Os elementos finais que traduzem as informações neurais em força contrátil do movimento são as fibras musculares.

 

       Todos os sistemas (sensorial, neural e motor) podem ser aperfeiçoados pela aprendizagem, ou seja, a partir do reconhecimento dos estímulos sensoriais através de experiências incorporam-se novas tarefas motoras ou aprimoram-se atividades motoras já existentes.

          A motricidade garante a manutenção da postura e a locomoção corporal, que pode ser traduzida como a expressão motora dos pensamentos e dos sentimentos.

            O sistema motor utiliza de unidades de trabalho que operam em harmonia para a expressão postural:

            a.   Unidade de planejamento e de comando, na idealização do movimento por ação do córtex motor;

            b. Unidades de controle, que detectam erros entre o movimento idealizado e o que está sendo executado e os corrigem, por ação de cerebelo e dos núcleos da base;

          c. Unidades de ordenação, que enviam aos músculos os comandos planejados e corrigidos, por ação dos motoneurônios do tronco encefálico e da medula espinal;

            d. Unidades de execução, responsáveis pela realização do movimento, por ação dos músculos.

 

Nomenclatura muscular

            a. Músculos fásicos, de contração rápida, que apresentam contrações discretas e transitórias e que permitem a realização de movimento;

        b. Músculos tônicos, de contração lenta, mas resistentes à fadiga e que atuam estabilizando as articulações e garantindo a postura;

            c. Músculos flexores, cujas ações proporcionam diminuição do ângulo articular;

            d.Músculos extensores, cujas ações proporcionam aumento no ângulo articular;

            e. Músculos agonistas, que movem as articulações;

            f. Músculos antagonistas, que estabilizam as articulações durante a realização de movimentos.

            Os movimentos são resultado do balanço entre a atividade de músculos com funções antagônicas entre si.

        Se monitorar e analisar o fluxo contínuo de informações sobre os eventos externos, sobre a posição do corpo e sobre a orientação dos membros no espaço, além do grau de contração dos músculos, é tarefa dos sistemas sensorial e neural, o sistema motor tem outras responsabilidades, além de controlar esses grupos de músculos:

       a.Elaborar comandos precisos no tempo e no espaço por recrutamento de vários grupos de músculos envolvidos num determinado movimento;

            b. Distribuir a força muscular para ajustar os movimentos;

            c. Considerar as propriedades mecânicas do sistema que está executando o movimento, ou seja, músculos, ossos e ligamentos.

            Essas informações servem para realizar ajustes necessários antes e durante a execução do movimento.

         Os três níveis funcionais da hierarquia motora são representados pelo córtex cerebral, tronco encefálico e medula espinal; cada um possui circuitos neuronais distintos, mas organizados e que influenciam uma via final comum: os motoneurônios.

             Cada nível da hierarquia motora recebe aferências sensoriais relevantes para executar o movimento, mas há uma organização tal que os circuitos corticais dominam os do tronco encefálico e este, os da medula. 

 

       Estruturas subcorticais, como núcleos da base e cerebelo, constituem partes essenciais da motricidade, principalmente voluntária.

           Na realização de um ato voluntário, a imagem do movimento desejado é criada no córtex associativo e em seguida é enviada ao sistema motor, que planeja, elabora táticas e executa o movimento desejado.

          A expressão motora somática é constituída não só de expressões voluntárias como também de atividades involuntárias, ou reflexas.

 

 

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