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  • Dra. Narcisa Pavan

Alimentação, Evolução e Prevenção

Devemos questionar o fato de termos uma maior longevidade combinada com maior morbidade crônica, mas também devemos envelhecer com estilo de vida saudável. A maioria de nós adoecemos sem falhas pessoais, adquirimos doenças crônicas à medida que crescemos em ambientes que estimulam e nos instigam a adoecer, nos tornando uma espécie cada vez mais dependente de medicamentos e tecnologias dispendiosas para lidar com sintomas de doenças evitáveis; precisamos transformar nossos ambientes.

Para um estilo de vida saudável, em geral, já se sabe, é ter uma alimentação rica em legumes, frutas in natura, exercitar-se moderadamente e não beber muito álcool, chegando diminuir as taxas de doenças cardíacas em 50% ; reduzindo exposição a carcinógenos, como tabaco e nitrito de sódio, conseguimos diminuir a incidência de câncer de pulmão e de estômago.

Entendemos que que a prevenção é o melhor remédio. Em 1795, o marquês de Condorcet previu que a medicina iria estender a vida humana indefinidamente, que deteríamos o envelhecimento e haveria curas de várias doenças. Conseguiríamos fazer modificações genéticas para cura de doenças e modificação de alimentos. Todas essas modificações devem alertar se as consequências não tirariam os benefícios físicos e mentais que decorrem de uma boa dieta e exercício.

A evolução cultural nos colocou em situações e como seremos capazes de nos livrarmos dela?

Durante milhões de anos nossos ancestrais dependeram de inovações e cooperação para obter comida o suficiente, para cuidarem dos filhos e sobreviverem em ambientes hostis, como desertos, tundras e florestas. Nossos ancestrais, por milhões de anos, precisaram consumir uma dieta naturalmente saudável e ser fisicamente ativos.

Hoje precisamos inovar e cooperar para evitarmos comer demais, especialmente alimentos industriais processados e/ou com açúcar em excesso e sobrevivermos em cidades, subúrbios e em outros ambientes antinaturais. Temos desnutrição e saneamento básico deficiente; já para os que vivem no mundo desenvolvido escapam desse sofrimento e podem escolher o que comer e ser inativos e essas escolhas muitas vezes nos adoecem de outras maneiras, que depois nos compelem a tratar de sintomas e assim perpetuamos um pernicioso circuito de retroalimentação -desenvolução - entre cultura e biologia.

Nosso corpo não é o melhor dos corpos possíveis, mas é o único que temos e ele merece ser desfrutado, cultivado e protegido e por mais inteligentes que sejamos não substituiremos plenamente a natureza. Somos primatas bípedes, sem pelos, ligeiramente gordos que anseiam por açúcar, sal, gordura e amido, mas ainda estamos adaptados a comer uma dieta diversificada de frutas fibrosas e legumes, sementes, tubérculos e carne magra.

Nossos corpos ainda são daquele atletas de resistência que evoluíram para andar quilômetros por dia e até correr, não estamos adaptados a passar dias dentro de casa, sentados em cadeiras. Por consequência, bilhões de pessoas hoje carregam doenças por esse desuso e tratamos de seus sintomas porque é mais fácil, mais lucrativo e mais urgente que tratar suas causas. Insensato é ficarmos parados diante do futuro e de muitas doenças que virão, como diabetes, osteoporose e outras que podemos evitar com estilo de vida saudável e respeitando nosso ciclo evolutivo. O futuro de nosso corpo depende da maneira que o usamos. Cuida bem dele.

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